terça-feira, 4 de setembro de 2007

“” Amor...Não quero ser a introdução, nem a conclusão do livro da sua vida...
Ficaria feliz em ser apenas um capítulo pelo qual você se orgulhasse...
...Não quero ser uma coisa nova em sua vida, nem desaparecer quando amanhecer o dia... Quero apenas dobrar a esquina do seu mundo e ter a sensação de que nunca fui embora...
Porque na imensidão de um minuto eu vejo o tanto que você me faz falta..."

** QUERO...**


..."Perder-me e achar-me no calor do teu corpo e da tua alma...
Com o meu amor, embalar todos os teus sonhos e assim, dar lugar aos meus!
Basta olhar no fundo dos teus olhos, para que todo o meu corpo trema, basta um toque teu, para que me entregue de corpo e alma, sem receios, nem medos...
Apenas sonhos, esperanças e eterna paixão...
Contigo e em ti é fácil voar por entre o mundo especial da fantasia e dos sentidos...
Tu dás sentido à minha vida!
Aos meus sonhos.
És alma igual à minha que procurava por entre a bruma da existência e que, sem esforço, a tornou brilhante e sonhadora."..


Pronto! Acabou-se...


O vento sopra forte
Leva com ele folhas secas e mortas,
leva um pouco de minha alegria,
leva um pouco de sua presença,
leva um pouco de você...
E eu olho para o vento e não compreendo.
Não compreendo porque as folhas tem que voar para longe porque minha alegria se acaba porque um amigo tem que trilhar por uma estrada sem retorno...
E tudo fica parado, vazio...é como se um pedacinho da gente fosse morrendo pouco a pouco.
Olhe!O vento já parou de sopraras folhas já se foram...
Minha alegria?
Ficou muito longe
E eu... eu já não sinto mais sua presença, meu amor.
Autora: Diva Ormastroni

Tudo passa....





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>Saudade da espera pro pai começar a comer...
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>De ir a missa na garupa da bicicleta...
>Bom era o ir e o voltar...

>Saudade do cheiro de lápis novo...
>De canaviais queimados...

>De bolinho na chapa,
>O medinho da culpa na espera do pai chegar...
>A torcida pra mãe não contar a traquinagem...

>Saudades .... muitas saudades do que nunca mais vai voltar e do que
>ninguém mais viverá.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007


Pra se contar uma história há-de se vestir de história.
Pra se vestir de história há-de se despir da própria pele... se tatuar de gestos largos e comedidos, se impregnar de sons e cheiros, ter no olhar o brilho das estrelas e o escuro do poço mais fundo- sem perder as nuances, todas elas que habitam entre o clarão e o escuro!
Pra se contar uma história, há-de se mergulhar nela sem medo de morrer afogado, há-de se levá-la às alturassem medo de despencar do alto.
Pra se contar uma história, há-de se inventar palavras, há-de se despertar choro, há-de se acender risos sem se dar por isso.
Pra se contar uma históriahá-de se cantar cada palavra com gosto de palavra nova e cada palavra nova o som dos sinos trazer consigo a ecoar desde o sempre até ao infinito fundindo silêncio e grito de toda memória...
Pra se contar uma história, há-de se despir da própria pele se tatuar de gestos largos e comedidos se impregnar de sons e cheiros ter no olhar o brilho das estrelas e o escuro do poço mais fundo- sem perder as nuances, todas elas que habitam entre o clarão e o escuro!

Encontraria o descanso do meu corpo, se próximo ao teu estivesse.

Apenas dormiria, me aconchegaria.

Sem nada dizer, nem amor para fazer.

Apenas me entregaria.

Em teus braços, simplesmente dormiria, protegida, acalentada,…

Apenas dormiria...

Quem tivesse um amor


Quem tivesse um amor, nesta noite de lua,para pensar um belo pensamentoe pousá-lo no vento!Quem tivesse um amor - longe, certo e impossível -para se ver chorando, e gostar de chorar,e adormecer de lágrimas e luar!Quem tivesse um amor, e, entre o mar e as estrelas,partisse por nuvens, dormentes e acordado,levitando apenas, pelo amor levado…Quem tivesse um amor, sem dúvida nem mácula,sem antes nem depois: verdade e alegoria…Ah! quem tivesse…
(Mas, quem teve? quem teria?)

(Cecília Meirelles)

domingo, 2 de setembro de 2007

“a menina do mar”


“No dia seguinte, logo de manhã, o rapaz foi ao seu jardim e colheu uma rosa encarnada muito perfumada. Foi para a praia e procurou o lugar da véspera.
- Bom dia, bom dia, bom dia
- disseram a Menina, o polvo, o caranguejo e o peixe.
- Bom dia - disse o rapaz. E ajoelhou-se na água, frente da Menina do Mar.
- Trago-te aqui uma flor da terra - disse; chama-se uma rosa.
- É linda, é linda - disse a Menina do Mar, dando palmas de alegria e correndo e saltando em roda da rosa.
- Respira o seu cheiro para veres como é perfumada. A Menina pôs a sua cabeça dentro do cálice da rosa e respirou longamente. Depois levantou a cabeça e disse suspirando:
- É um perfume maravilhoso. No mar não há nenhum perfume assim. Mas estou tonta e até um bocadinho triste. As coisas da terra são esquisitas. São diferentes das coisas do mar. No mar há monstros e perigos, mas as coisas são alegres. Na terra há tristeza dentro das coisas bonitas.
- Isso é por causa da saudade - disse o rapaz.
- Mas o que é a saudade?
- Perguntou a Menina do Mar.
- A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora.”

in “a menina do mar” Sophia de Mello Breyner Andresen

Só Hoje...


Hoje não quero poesia
Estou irritada, zangada
Triste, aborrecida
Há estórias, dizem-me constantemente
Que não têm que ser resolvidas
Diluem-se pura e simplesmente
Nem sequer lhes cabe a carapuça de pendente
Evaporam-se, foram momentos na vida.Estão dementes? Mas o que é isto!
E o bem que nos soube
E o mal que nos fez
E as marcas que ficaram
E as palavras atravessadas
E o grito que não dei
E o beijo que não tive
E a vontade que não ouviste
Porque nunca era o momento
E o medo existe
Porque se houve tantos momentos maus
Deixa-me aproveitar este que foi razoável
Como um tesouro inestimável.Não, não vos vou deixar passar
Como um tesouro etéreo
Como momentos efémeros de magia
Como toques de luz divina
Com que fui iluminada
Estrelas brilhantes e longínquas
Que desceram até mim
E me bafejaram com a vossa gloriosa luzPorque não o foram
Existiram sim e muito intensos
Momentos de paixão
De felicidade estonteante
De transcendência, entrega e sintonia
Tonturas de riso
E melodias de gritos uníssonos
Para lá do tempo e do espaço.Mas também os houve
E não foram poucos
Momentos de sangue, eternidades de dor
Violência de desamparo
Medo, cobardia, egoísmo, egocentrismo
Fui sim, muitas vezes,
Mal amada, ignorada, abandonada
Fui sim, inúmeras vezes,
Intensamente feliz por momentos.Por isso digo
Vão ouvir, vão saber
Tudo o que tenho por dizer
Tudo o que sonhei e que senti
Preciso de continuar
Completa, resolvida
Vingada, sincera
À vida agradecida.

Andorinha


..."Andorinha, andorinha, minha andorinha", pediu o príncipe uma vez mais,"fica comigo mais uma noite"... Durante todo o dia seguinte, a andorinha ficou sentada por sobre o ombro do príncipe, contando-lhe histórias do que tinha visto em terras distantes. Falou-lhe dos íbis vermelhos, que permanecem em longas filas nas margens do Nilo e que apanham peixes dourados com os seus bicos; falou-lhe da Esfinge, tão velha como o próprio mundo, que vive no deserto e que tudo sabe; falou-lhe dos mercadores, que caminham vagarosamente junto dos seus camelos e levam nas suas mãos colares de âmbar; falou-lhe do Rei das Montanhas da Lua, que é preto como o ébano e venera um grande cristal, da grande cobra que vive nas palmeiras e que vinte sacerdotes alimentam, com bolos de mel... Por fim chegou a neve e com a neve veio o gelo. As ruas pareciam feitas de prata, de tão lisas e brilhantes que estavam; como punhais de cristal os sincelos enfeitaram os beirais das casas... Até que um dia a andorinha soube que ia morrer. Apenas lhe restavam forças para voar uma vez mais até ao ombro do príncipe. "Adeus querido príncipe!", murmurou, "deixas-me beijar a tua mão?"."Ainda bem que partes finalmente para o Egipto, minha andorinha", disse o príncipe, "ficaste aqui demasiado tempo; mas deves beijar-me os lábios porque eu adoro-te. "Não é para o Egipto que eu vou", respondeu a andorinha,"Vou para a Câmara da Morte. Ou não é a morte a irmã do sono?"...



in “O Príncipe Feliz”, Oscar Wilde

Vento doce mel e seda

Que conta segredos ao meu cabelo

E me obriga a estar de ombros nus no gelo

Por saber que a minha fome e o meu frio não se saciam

Com candeia acesa e comida na mesa

E o meu fogo não se apaga

Com o mais forte vento do norte.

LEAVING ON A JET PLANE


ALL MY BAGS ARE PACKED, I'M READY TO GO
Todas as minhas malas estão prontas, estou pronto para ir
I'M STANDING HERE OUTSIDE YOUR DOOR
Eu estou aqui do lado de fora da sua porta
I HATE TO WAKE YOU UP TO SAY GOODBYE
E odeio acordá-la para dizer adeus
THE DAWN IS BRAKING, IT'S EARLY MORNING
A madrugada está rompendo, é cedo de manhã
THE TAXI IS WAITING, IT BLOWS HIS HORN
O taxi, está esperando e buzinando
ALREADY I'M SO LONELY THAT I COULD CRY
Eu já estou tão só que poderia chorar
SO KISS ME AND SMILE FOR ME
Portanto beije-me e sorria para mim
TELL ME THAT YOU'LL WAIT FOR ME
Diga que você vai esperar por mim
HOLD ME LIKE YOU'D NEVER LET EM GO
Abrace-me como se você não fosse me deixar partir
I'M LEAVING ON A JET PLANE
Eu estou partindo num jato
DON'T KNOW WHEN I'LL BE BACK AGAIN
Não sei quando estarei de volta novamente
OH BABY, I HATE TO GO
Amor, eu odeio partir
THERE'S SO MANY TIMES, I LET YOU DOWN
Muitas vezes eu a decepcionei
SO MANY TIMES, I'VE PLAYED AROUND
Muitas vezes eu a traí
I TELL YOU NOW: THEY DON'T MEAN A THING
Eu lhe digo agora, elas não significam nada
EVERY PLACE I GO I THINK OF YOU
Todo lugar que vou eu penso em você
EVERY SONG I SING, I SING FOR YOU
Toda canção que canto, eu canto para você
WHEN I COME BACK I'LL WEAR YOUR WEDDING RING
Quando eu voltar, usarei então nossa aliança
SO KISS ME AND SMILE FOR ME
Portanto beije-me e sorria para mim
TELL ME THAT YOU'LL WAIT FOR ME
Diga que você vai me esperar
HOLD ME LIKE YOU'D NEVER LET ME GO
Abrace-me como se não fosse me deixar ir
CAUSE I'M LEAVING ON A JET PLANE
Porque estou partindo num jato
DON'T KNOW WHEN I'LL BE BACK AGAIN
Não sei quando estarei de volta
OH BABY, I HATE TO GO
Amor, eu odeio partir
NOW THE TIME HAS COME TO LEAVE YOU
Agora, chegou a hora de deixá-la
ONE MORE TIME LET ME KISS YOU
Uma vez mais deixe-me beijá-la
THAN CLOSE YOUR EYES, I'LL BE ON MY WAY
E então feche seus olhos, estarei a caminho
DREAM ABOUT THE DAYS TO COME
Sonhe com os dias que virão
WHEN I WON'T HAVE TO LEAVE ALONE
Quando não terei que partir sozinho
ABOUT THE TIME, I WON'T HAVE TO SAY
Sonhe com o tempo, em que não terei que dizer:
SO KISS ME AND SMILE FOR ME
Portanto beije-me e sorria para mim
TELL ME THAT YOU'LL WAIT FOR ME
Diga que você vai esperar por mim
HOLD ME LIKE YOU'D NEVER LET EM GO
Abrace-me como se você não fosse me deixar partir
CAUSE I'M LEAVING ON A JET PLANE
Porque estou partindo num jato
DON'T KNOW WHEN I'LL BE BACK AGAIN
E não sei quando estarei de volta novamente
OH BABY, I HATE TO GO
Amor, eu odeio partir

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

(`'..¸(`'..¸ Poema Proibido¸..'´) ¸..'´)

Fazer teus sentidos se casarem com os meus,
fazer tua sanidade morar em minhas loucuras,
quando me diz para ainda molhada, andar nua pela casa,
para que teus olhos me fitem, para que tua gula me devore e tu,
calado e inerte, sonha com teus olhos abertos.
Quero morar afoita em teus pulsos e ser a razão de tua inspiração,
em tua boca ser dissolvida, em tua gula e em tua força não ter saída,
morrer aos poucos..sendo tua.
Quero ser a ira em seu tapa, quero que tua língua me reconheça, quero que seu corpo ao meu amanheça e adormeça, sem oração.
Perdida em ti.. com olhar em outono,
Saio de teus dedos como um carinho perdido.
Tecerei a ilusão como uma aranha que em seu ninho espera faminta por sua presa que não vem. Tecerei a ilusão em beijá-lo em provar da tua saliva em centelhas, sem saber o cheiro da sua cama, o calor do seu corpo.
Tecerei o ar! O vácuo! E tu guarda em memória, que te toma e te deixa o espartilho que usei e você gostou.
E que tua língua seja o rio que em meu decote misturado ao suor, evaporou!

Solidão, Escuridão e Abismo....

Solidão, Escuridão e Abismo
Sem ti é como andar no abismo
Sem ter medo de cair
Sentir os ossos quebrarem
Até esvair no que sobrar de mim
Na escura noite
Procuro por teu rosto em meio à sombras
Mas a única coisa que encontro
São palavras ao vento
Porque tu fostes embora?
Porque me deixastes aqui?
Sofro cada dia que passa
E desejo o fundo do poço
Terei coragem para findar minha vida?
E chegar ao fim desse sofrimento?
O vôo é inevitável sem você
Partirei para a inexistência Solidão, escuridão e o abismo...
Te desejo, te amo, te preciso!

(Solte a borboleta...)



Havia uma garotinha que gostava de passear pelos jardins, quando um dia vê uma borboleta espetada em um espinho.
Muito cuidadosamente ela a soltou e a borboleta começa a voar para longe.
Então ela volta e lhe diz:
- Por sua bondade, vou conceder-lhe seu maior desejo.
A garotinha pensou por um momento e replicou:
- Quero ser feliz.
A borboleta inclinou-se até ela e sussurrou algo em seu ouvido e desapareceu subitamente.
A garota crescia e ninguém na terra era mais feliz do que ela.
Sempre que alguém lhe perguntava sobre o segredo de sua felicidade, ela somente sorria e respondia:
- Soltei a borboleta e ela me fez ser feliz.
Quando ela ficou bem velha, os vizinhos temeram que o seu segredo fabuloso pudesse morrer com ela.
- Diga-nos, por favor - eles imploravam - diga-nos o que a fada disse .
Agora a amável velhinha simplesmente sorriu e disse:
- Ela me disse que todas as pessoas,p or mais seguras que pudessem parecer, precisavam de mim!
" Na verdade... Nós todos precisamos uns dos outros, eu por exemplo preciso de você... do seu carinho e da sua amizade.
Mas não se esqueça:
Amizade é sempre querer a pessoa que ama ao seu lado.
Amizade não é ocasional, interessada ou pretensiosa.
Amizade é para ser constante e para sempre.
Quando você ajuda alguém, por mais pequeno que seja, você está liberando felicidade para sua vida.
Felicidade implica em ajudar o próximo, se doar.
Se você ainda só quer receber, a tal felicidadenunca lhe baterá a porta.
(Extraído do livro Anjo Bom-Clara Athayde)

EU QUERO SABER


Eu quero saber...
Não me interessa o que você faz para viver,
Eu quero saber o que de fato você busca e se você é capaz de ousar sonhar em encontrar as aspirações do seu coração.
Não me interessa a tua idade.
Eu quero saber se você será capaz de se transformar num tolo para poder amar, viver os seus sonhos, aventurar-se de estar vivo.
Não me interessa qual o planeta que está em quadrante com a tua lua.
Eu quero saber se você tocou o centro da tua própria tristeza, e se você tem sido exposto pelas traições da vida ou se você tem se contorcido e se fechado com medo da própria dor.
Eu quero saber se você é capaz de ficar com a alegria, a minha e a sua. Se você é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase te envolva até a ponta dos dedos dos pés e das mãos, e sem querer nos aconselhar a sermos mais cuidadosos, mais realistas ou nos lembrar das limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que você está me contando é verdadeira.
Eu quero saber se você é capaz de desapontar o outro para se verdadeiro consigo mesmo. Se você é capaz de escutar a acusação de traição e não trair a sua própria alma.
Eu quero saber se você pode ser confiável e verdadeiro.
Eu quero saber se você pode ver a beleza, mesmo quando o dia não está belo, e se você pode conectar a sua vida através da presença dos deuses.
Eu quero saber se você é capaz de viver com os fracassos, os teus e os meus, e mesmo assim se postar nas margens de um lago e gritar para o reflexo da lua, "SIM"....
Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro você ganha, eu quero saber se você é capaz de acordar depois da noite do luto e do desespero, exausto e machucado até a alma, e fazer aquilo que precisa ser feito.
Não me interessa o que você é, ou como você chegou aqui.
Eu quero saber se você irá postar-se no centro do fogo comigo e não fugir.
Não me interessa onde, o quê ou com quem você estudou.
Eu quero saber o que te sustenta interiormente quando tudo o mais desabou.
Eu quero saber se você é capaz de ficar bem consigo mesmo, e se você realmente é boa companhia para si mesmo nos momentos vazios.

Nova Estação



Somente guardei
O sabor do amor vivido,
A doçura do escondido,
Momentos que marcaram uma estação
De primavera ou verão
Ficou o gosto
Daquele amor que não mais existe,
Misturou-se com as noites dos meus mais ditosos sonhos,
Meus anseios e desejos
Confundiu-se
Nas perspectivas do amanhã.
Dei então um empurrão na dor,
Procurei outros motivos de amor.
Encontrei no presente
Um novo sabor,
Um novo perfume,
Uma nova cor,
Em uma nova primavera
Ou um novo verão
Mais um momento para viver
Um novo sentimento
Em uma nova estação.
Meu erro ou meu acerto?
Foi não seguir os meus princípios
Foi esquecer a sensatez e me deixar levar
Foi deixar que uma noite me tirasse o fôlego.
Gil Monteiro

Saber voar...


Falar...
Que bom quando é pra ti
Sonhar faz a vida mais feliz
E as estrelas que não posso tocar
Estão tão perto, estão no teu olhar
Cantar...
Que bom quando é pra ti
Ver teu sorriso também me faz sorri
rÓ estrela não deixe de brilhar
Mesmo tão longe sei que está lá
E mesmo que eu não te veja
Posso sentir quando pensa em mim
É como não ver o sol
Mas ter certeza que está lá
Transformando a noite em dia
Tristezas em alegrias
E aquilo que era vazio
Foi embora pra não voltar mais
Queria saber voar...
Pra lá do alto poder ver você
Te ver sorrir, te ver sonhar
Coisas lindas quero te dizer
E se um anjo encontrar
Eu vou pedir pra ele te proteger
Ó estrela que me faz enxergar
Que a vida é linda de viver

Reparo o vento

Reparo o vento
E pra onde será que ele vai?
Se me levasse onde você mora,
Certamente eu iria atrás.
Em noites lindas
Eu fico a pensar,
Será que a lua brilha sozinha...
Ou você que faz ela brilhar.
Ahhh... se eu pudesse imaginar,
Tudo que você pensa
Ou sempre irá gostar.
Ehhh... se eu pudesse entender,
O que te faz sorrir
Eu sempre ia fazer.
É que eu vim dizer
Mil poesias só pra você.
É que eu vim dizer
Mil poesias só pra você.
E se de alguma gostar
Outras mil eu posso formar.
E se tocar em voc
êOutras mil eu posso fazer.
Reparo o vento
E pra onde será que ele vai?
Se me levasse pelo mundo inteiro,
Certamente eu iria atrás.
E hoje acordei tão cedo
E fui ver o sol chegar.
Será que ilumina o mundo inteiro
Ou só existe pra te iluminar.

tenho fases como a lua...



Como se um jardineiro fosse me encontrar ao entardecer

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

E O RESTO É SILÊNCIO


E então ficamos os dois em silêncio, tão quietos
como dois pássaros na sombra, recolhidos
ao mesmo ninho,
como dois caminhos na noite, dois caminhos
que se juntam
num mesmo caminho...
Já não ouso... já não coras...
E o silêncio é tão nosso, e a quietude tamanha
que qualquer palavra bateria estranha
como um viajante, altas horas...
Nada há mais a dizer, depois que as próprias mãos
silenciaram seus carinhos...
Estamos um no outro
como se estivéssemos sozinhos...


J.G. de Araujo Jorge



haikai


"Compartilhar um haikai é compartilhar um pedaço de sua experiência de vida e sensibilidade de maneira pessoal e muito especial. A leitura deles nos dá não somente momentos da experiência do escritor como também momentos de nós mesmos." - William Higginson

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

PSICOPATIA


"(...) e o pequeno homem teve medo de levantar a cabeça e encarar nos olhos a estranha criatura que invocara, a luz que emanava da criatura era forte demais, e ele ficou com medo de cegar-se, com tom imperativo bradou para a criatura: "dê-me seu maior tesouro...a fonte de seu maior poder...", a criatura contrariada tentou recusar a ordem, mas por fim não resistiu e esticou sua mão, com o punho fechado apontando a palma para baixo, e deixou cair ao chão uma chave, muito reluzente semelhante a ouro,vendo aquela chave no chão o homem sentira de alguma forma que a criatura estava começando a ficar mais forte e poderia libertar-se e possivelvente ataca-lo, pensando nisto baniu a criatura de novo para o plano astral, ou o seja la qual for o lugar de origem da criatura, mas antes de desaparecer em um brilho mais forte a criatura virou-se e enclinou-se em direção ao homem e disse: "vc escolheu seu destino e condenou a humanidade ao roubar de mim, a chave do portão..."(...)"

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Lagrimas



São estas as lágrimas que escorrem-me pela face:
Espasmos agudos que me esfaqueiam a pele, e que deixam mais aberta a ferida que trago no peito...
Vazia, sou como um imenso deserto bem seco,que anseia tanto por água como eu de amor.
Se estas lágrimas pudessem saciar o meu deserto, se tu me permitisses a eternidade, jamais sairiam facas dos meus olhose a ferida no meu peito, essa, curava-a o vento.

Um jeito de ser feliz


Quando tiver dúvidas, cale-se;os fatos falam por si mesmos,
fique na sua e não se abale;de nada adianta andar a esmo
Diga adeus ao seu passado e viva seu presente em alegria;
nada mudará se você ficar atado ao que passou, nem trará euforia
Não adianta viver pedindo desculpas;
se comete sempre os mesmos erros, é importante não viver em culpa
e trate a si e aos outros com desvelo
Deixe antigas preocupações de lado e aprenda, sim, a perdoar-se;
o perdão aos outros é só um fardo, se você não conseguir bastar-se
Não seja um ausente sem causa, daqueles facilmente esquecidos, tenha a verdade em linha rasa e saiba dar valor aos seus amigos
Não perca tempo em discussões que só desgastam e não têm valia aprenda a fazer algumas concessões e a exigir o seu bocado do dia-a-dia
Leia sempre tudo com muita atenção para não incorrer em tolos conflitos;
quem lhe escreve mostra o coração e deseja mais que um ignóbil aflito
Ouça as palavras e seus sentidos; e tente entender suas intenções, talvez cometa alguns equívocos mas não magoará nenhum coração
Abrace, beije muito, ria bastantee peça sempre o que necessitar,a vida costuma assumir o volante e se você permitir, nada há de faltar
Não trate seu amor como aos outros ou como algo que precisa ser resolvido;
tenha-o com a reverência dada a poucos e oferte bem mais que o permitido
Ame sempre e muito e mais ainda, e jamais se furte ao prazer da paixão;
esse é um caminho que jamais findae sempre o levará ao crivo da razão

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

imagem


EU


Até agora eu não me conhecia, julgava que era Eu e eu não era...
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia.
Mas que eu não era Eu não o sabia mesmo que o soubesse, o não dissera...
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim... e não me via!
Andava a procurar-me - pobre louca!
- E achei o meu olhar no teu olhar,
E a minha boca sobre a tua boca!
E esta ânsia de viver, que nada acalma,
E a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!
Florbela Espanca

PORQUE?


Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mão dada com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen

na esperança dos teus olhos


Eu ouvi no meu silêncio o prenúncio de teus passos
Penetrando lentamente nas solidões de minha espera
E tu eras, coisa linda, me chegando dos espaços
Como a vinda impressentida de uma nova primavera
Vinhas cheia de alegria, coroada de grinaldas
Com sorrisos onde havia burburinhos de água clara
Cada gesto que fazias semeava uma esperança
E existiam mil estrelas nos olhares que me davas
Ai de mim, eu pus-me a amar-te, pus-me a amar-te mais ainda
Porque a vida no meu peito se fizera num deserto
E tu apenas me sorrias, me sorrias, coisa linda
Como a fonte inacessível que de súbito está perto
Pelas rútilas ameias do teu sorriso entreaberto
Fui subindo, fui subindo no desejo de teus olhos
E o que vi era tão lindo, tão alegre, tão desperto
Que do alburno do meu tronco despontaram folhas novas.
E eu te juro, coisa linda: vi nascer a madrugada
Entre os bordos delicados de tuas pálpebras meninas
E perdi-me em plena noite, luminosa e espiralada
Ao cair no negro vórtice letal de tuas retinas.
E é por isso que eu te peço: resta um pouco em minha vida
Que meus deuses estão mortos, minhas musas estão findas
E de ti eu só quisera fosses minha primavera
E só espero, coisa linda, dar te muitas coisas lindas....
- Vinicius de Moraes

sábado, 25 de agosto de 2007

Take My Hand (tradução)


Take My Hand (tradução)
Dido

Toque minha pele e me diga o que esta pensando
Pegue minha mão e me mostre onde estamos indo
Fique perto de mimolhe em meus olhose me diga
- me diga o que esta vendo
Então sente no topo do mundo, e me diga como está se sentindo
O que você sente é o que eu sinto por você
Pegue minha mão, se eu estiver mentindo pra você
Eu sempre serei sozinha se eu estiver mentindo pra você
Olhe meus olhos, eles mostram o seu reflexo
Observe meus lábios e escute as palavras que te digo
Confie em mim e olhe dentro do meu coração e me mostre
- me mostre o que você está fazendo
Então sente no topo do mundo, e me diga como está se sentindo
O que você sente é o que eu sinto por você
Pegue minha mão, se eu estiver mentindo pra você
Eu sempre serei sozinha se eu estiver mentindo pra você
Sinta o sol em seu rosto
E me diga o que você esta pensando
Barre a neve em sua línguae me mostre qual é o gosto
Pegue minha mão, se eu estiver mentindo pra você
Eu sempre serei sozinha se eu estiver mentindo pra você..

Dido

DESPEDIDA


Por mim, e por vós, e por mais aquilo que está onde as outras coisas nunca estão,deixo o mar bravo e o céu tranquilo: quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens. E como o conheces? - me perguntarão. - Por não ter palavras, por não ter imagens. Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração. Não ando perdida, mas desencontrada. Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte. Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão! Estandarte triste de uma estranha guerra...)

CECÍLIA MEIRELES

Life for rent ....Dido


Eu nunca encontrei um lugar que eu possa chamar de lar de verdade.
Eu nunca fiquei durante muito tempo para conseguir.
Peço desculpas mais uma vez, não estou apaixonada.
Mas não é como se eu pretendesse...
Que o teu coração não está exactamente partindo....
É apenas um pensamento, só um pensamento.
Mas se a minha vida está para alugar e eu não aprendo a comprar.
Então eu não mereço nada mais do que tenho.
Porque nada do que eu tenho é verdadeiramente meu.
Eu sempre pensei....
Que eu adoraria viver perto do mar.
Viajar o mundo sozinha.
E viver mais simples.
Eu não tenho idéia do que aconteceu com esse sonho.
Porque não há mais nada aqui para me impedir.
É apenas um pensamento, só um pensamento.
Mas se a minha vida está para alugar e eu não aprender a comprar.
Então eu não mereço nada mais do que tenho.
Porque nada que eu tenho é verdadeiramente meu.
É apenas um pensamento, só um pensamento.
Mas se a minha vida está para alugar e eu não aprender a comprar.
Então eu não mereço nada mais do que tenho.
Porque nada que eu tenho é verdadeiramente meu.
Enquanto o meu coração for um escudo.
E eu não abaixa-lo...
Enquanto eu tiver tanto medo de falhar que nem tentarei...
Bem como posso dizer que estou viva?
Se minha vida está para alugar e eu não aprendo a comprar.
Então eu não mereço nada mais do que tenho.
Porque nada que eu tenho é verdadeiramente meu.
Se minha vida está para alugar e eu não aprendo a comprar.
Então eu não mereço nada mais do que tenho.
Porque nada do que eu tenho é verdadeiramente meu.
Porque nada do que eu tenho é verdadeiramente meu.
Porque nada do que eu tenho é verdadeiramente meu.
Porque nada do que eu tenho é verdadeiramente meu.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Poema


O sol vai-se aninhando, o tempo não passa, eu não me entendo. No entanto sei que em breve estarei segura, ancorada na maré. Vou-me sobressaltando entretanto, perante a impermeabilidade dos códigos em que me descubro cifrada. Sou o falível autómato humano – a obra mais imperfeita da natureza.

Esse Olhar

Esse olhar
parado sem hoje nem passado
Esse olhar sem espera
como canto preso em boca entreaberta
Esse olhar cansado desfeito sem jeito
não grita não chora
Esse olhar desarmado como barco sem leme
Existe
Não posso ignorá-lo!

Como é difícil..


Como é difícil..
Fechar os olhos...
Deixar o vício ...
Cair em prantose sorrir!

Como é difícil...
Estar ferida...
Com as mãos no rosto...
Escondendo o disfarce!


Como é difícil...
Sentir a dor de ser difícil...
A perceber que os outros estão percebendo...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Ismália



Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.


No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu
Queria descer ao mar...



E, no desvairo seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...


E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu
Seu corpo desceu ao mar...


Alphonsus de Guimarães


"SEGREDO"




A cumplicidade do nosso segredo
é que nos mantém atados...

AUSÊNCIA DE AMANHÃ


Eu estava numa estrada escura e vazia
Num tempo da vida com restos de sonho
Quando se iniciam os relatos de memória
Com restos de risos e saudades.

No escuro da noite ele apareceu e sorriu
Encarnando no real uma imagem idealizada
E nos amamos sem falas ou delongas
Como se já tivéssemos um passado.

Madrugada ainda, antes da aurora
Nos abraçamos já dizendo adeus
Foi um encontro terno, carinhoso
De um intenso amor sem amanhã.
(Rodolpho)